terça-feira, 13 de março de 2007

Droga



Percorro o sempre interessante site da Polícia Judiciária, quando encontro a seguinte notícia:
Detenção de traficante em idade escolar

2004/11/23

A Polícia Judiciária, através da Directoria do Porto, deteve, em flagrante delito, um estudante de 16 anos de idade, pelo presumível tráfico de anormais quantidades de substâncias estupefacientes.Ao detido, já referenciado como traficante no meio escolar que frequentava, foram-lhe apreendidos cerca de 10.000 doses de haxixe e, ainda, 381 comprimidos de ecstasy.Presente a primeiro interrogatório judicial, ficou sujeito à obrigação de permanência na habitação.
23 de Novembro de 2004


Claro que uma notícia como esta não pode passar sem que eu teça algumas breves considerações.
Primeiro, dez mil doses de haxixe? Será admissível que os senhores agentes tenham como base de cálculo uma dose fraquinha, mas consideremos que seja um grama essa base. O rapaz teria de carregar para a escola dez quilogramas, só em haxixe. Como os transportaria, nos bolsos? Se contarmos com os cadernos diários, livros, estojo, sapatilhas para a ginástica, lanche e cartas do Pokemon, percebemos que o rapaz andaria bastante perto dos quinze quilos de material transportado para a escola.
Não se compreende que os contínuos, professores, e colegas não tenham reparado que a mochila do jovem seria concerteza mais indicada para o campismo, do que para a frequência do ensino. É devido a essas atitudes negligentes, que muitos petizes em idade escolar sofrem de problemas a nível da coluna vertebral. Não se percebe como o jovem não foi alertado no sentido de levar menos droga para a escola, tendo a Polícia Judiciária sido obrigada a intervir... Sinceramente acho que a polícia tem mais que fazer do que andar atrás de crianças, tem é que andar atrás dos verdadeiros marginais.

Em segundo lugar, dez mil doses de haxixe? Que raio de escola será esta, em que o pobre rapaz se vê obrigado a transportar esta quantidade absurda de droga, para satizfazer a procura? Uma escola exclusiva para rastafarianos? Para membros da juventude do Bloco de Esquerda? Uma escola de surf? Não, trata-se de uma escola secundária da cidade do Porto. Penso que a Direcção Regional de Educação do Norte deveria investigar esta situação, averiguar quem compra e quem beneficia com este negócio. Eu suspeitaria bastante dos professores. A possibilidade do seu envolvimento neste caso, deve ser considerada tudo menos remota. Um grupo de alunos pedrados, é bem mais fácil de entreter e distrair, ou seja, muito menos propenso a atirar cadeiras à cara do professor, a destruir a sala de aulas ou a pegar fogo ao marrão da turma.


Em terceiro lugar, dez mil doses de haxixe? É óbvio que o rapaz em questão, demonstra uma capacidade para o negócio prodigiosa, invulgar para a idade. Eu, com a mesma idade, fui cúmplice apenas de tráfico de bombinhas de carnaval, que dois amigos furtavam em casas de revenda, propriedade de cidadãos indianos. Tiro o meu chapéu a este jovem, à sua coragem, ao seu espírito de iniciativa tão extraordinariamente precoce. O Estado, não. O que faz o Estado? Coloca-o em casa, longe da escola, longe das aulas, provavelmente a ver televisão ou a perder tempo na internet em salas de chat em que se escreve QuAlKer cOixA aXiM, pArExiDa Com pUrTugÊs. Será esta a resposta mais adequada para este caso? Se o jovem fosse americano e se revelasse um génio da matemática, seria apoiado no seu interesse, provavelmente já frequentaria uma universidade como Harvard, Princeton ou Yale. Mas não. Teve o azar de ser um génio de gestão e marketing, português.













quinta-feira, 8 de março de 2007

Fumar ou não fumar



Acendo um cigarro antes de escrever este artigo. A restrição ao consumo do tabaco entra sempre na ordem do dia, quando é necessário encontrar tema de discussão política, que distraia os portugueses dos reais problemas da sociedade.
Falamos da restrição do fumo em espaços fechados.
Recentemente, a bordo do avião que transportava a comitiva portuguesa e empresários chineses, o primeiro ministro não resistiu a uma cigarrada na parte traseira da aeronave. Bravo! Assim os empresários ficaram a perceber uma das razões para os baixos salários praticados no país: as constantes pausas para beber café e fumar um cigarro.
Não querendo entrar em polémicas, compreendo que em certos espaços fechados deva ser vedado o fumo, seja ele de tabaco ou de outras substâncias. Por exemplo, nas maternidades. Não deve ser tolerado que uma mãe, mesmo que nervosa e esgotada após dar à luz a criança, se vire
para o pai e diga: "Foda-se, passa aí o maço, que eu já não fumo há nove meses!" Também não estou a ver os ginásios a equipar as bicicletas de spinning com isqueiros eléctricos e cinzeiros.

Quanto a restaurantes, bares e discotecas, o assunto é mais delicado. A proibição do fumo pode levar a comportamentos lamentáveis. No norte da Europa, onde foi vedado o fumo em discotecas, as pessoas passaram a mascar tabaco (juro que é verdade), em vez de cinzeiros existem recipientes para cuspir aquela massa nojenta, o que deve ser bem mais incómodo de entornar que um cinzeiro.
Mas estará tanta gente assim a morrer por causa do fumo? Nunca ouvi ninguém a dizer: "Fulano tal, faleceu de doença pulmonar prolongada. Apesar de conhecedor dos perigos, continuou a frequentar restaurantes e era visto muitas vezes em cafés. Estava à espera de quê?" Penso que a questão da saúde é apenas uma forma de encapotar mais uma cruzada contra as liberdades pessoais. No entanto, se estas restrições forem avante, não poderei eu exigir também a proibição de certas actividades nos mesmos espaços em causa?
Actividades essas que me irritam, enervam, e são causadoras de stress,esse mal moderno c
om nefastas consequências na saúde, reconhecidas pelos maiores especialistas.
Aceito a criação de zonas para fumadores. Mas reclamo, no caso dos restaurantes zonas especiais para crianças truculentas e mal educadas, para pessoas que pedem "seladas", "sachichas" e "hamburgas", bem como alas próprias para pessoas que tussam, espirrem e assoem o nariz à mesa. Em discotecas, zonas específicas para aqueles que não bebem e ficam a olhar estarrecidos para o comportamento dos ébrios, para os que nitidamente não sabem o significado do verbo "desodorizar", para aqueles que insistem na ostentação de bonés e óculos escuros, assim como aqueles caramelos abichanados que dançam Madonna em cima das colunas
.
Haja democracia. Pátria ou morte, fumaremos!













quarta-feira, 7 de março de 2007

O problema das pensões II (continuação)


Penso que limitar a escolha do cidadão, aos setenta anos de vida, apesar de todas as vantagens, é uma clara restrição à liberdade individual. Por isso o meu plano inclui, sabiamente, várias alternativas que permitem ao cidadão optar, e muito se tem falado sobre o direito de optar... Optar pela idade em que se vai voluntariamente ao centro de abate, desde que seja até às três mil, seiscentas e quarenta semanas (setenta anos), após esse prazo será crime punível com pena capital.
Reduzindo o total de anos de vida, obter-se-á uma maior prosperidade, visto que, os mesmos recursos serão utilizados num período de tempo significativamente reduzido.

Passo a explicar: Haverá várias possibilidades, várias esperanças de vida diferentes, ao gosto do cidadão. O pack básico, pack velhadas prevê, como já se discutiu, a existência até aos setenta anos e providencia os confortos mínimos: cuidados de saúde, férias no Inatel, lar, fraldas, próteses dentárias, etc... Ou seja, nada de especial, a única benesse, para quem assim o entenda é a vida até aos setenta anos.
É ideal para aqueles que querem uma vida tranquila, normal.
O contrato entre o cidadão e o Estado é revogado aos setenta anos de idade



Segue-se o pack executivo stressado, que prevê uma esperança de vida até aos cinquenta e cinco anos. Devido à poupança decorrente de quinze anos subtraídos à esperança de vida, quem optar por este pack pode beneficiar dos seguintes extras: cargo de direcção em uma ou mais empresas estatais, automóvel topo de gama, uma secretária vistosa e sensual, filiação vitalícia num health club à escolha, uma esposa adúltera e distante, férias pagas com direito a acompanhante (a secretária, se assim desejar), filhos problemáticos e mal-agradecidos, empregada brasileira ou ucraniana e outros.
Ideal para quem não dispensa o corre-corre das grandes cidades, os fumos de exaustão dos escapes, o sobe e desce do mercado bolsista.
O contrato entre o cidadão e o Estado é revogado aos cinquenta e cinco anos de idade ou, ao terceiro enfarte agudo do miocárdio.




O pack bebedolas seca-adegas é a proposta seguinte. Prevê uma esperança de vida até aos quarenta anos. Inclui: fornecimento livre de bebidas da melhor qualidade e de todas as origens, férias bi-anuais com visita obrigatória às regiões demarcadas nacionais e estrangeiras, sempre em regime de bar aberto, nos melhores hoteis. Fornecimento de licença de condução especial, que permita circular entre a meia noite e as oito da manhã, sem limite de alcoolémia, desde que com os olhos abertos e os faróis acesos. Livre trânsito para todos os estabelecimentos nocturnos, onde lhe será proibido vedar o acesso, desde que este se possa efectuar pelos próprios meios (em pé, de gatas, rastejando, por ex.). O mesmo cartão confere a possibilidade de aquisição de bebidas apesar de notoriamente embriagado, ou com deficiência mental evidente.
Ideal para quem gosta de gin tónico ao pequeno-almoço, de cafés com cheirinho, garrafões ao almoço e queda livre na calçada.
O contrato entre o cidadão e o Estado é revogado aos quarenta anos ou ao segundo transplante hepático.




O pack seguinte, pack rock star decadente, não é para qualquer um. Prevê uma esperança de vida até aos vinte e cinco anos. Aqui praticamente não há limites: sexo, drogas e rock `n`roll. Todos os excessos são permitidos e incentivados para que o cidadão possa usufruir ao máximo das potencialidades desta opção. Viagens, prostitutas, estupefacientes, bebida, advogados, médicos, clínicas de recuperação, salas de chuto, quartos de hotel facilmente destrutiveis, automóveis desportivos, malas cheias de dinheiro para esbanjar... O Estado apenas intervirá a pedido expresso do cidadão em casos de risco iminente de morte precoce, impondo desintoxicações ou outro tipo de intervenção médica para garantir, dentro do possível, que a idade limite é atingida.
Ideal para quem não tem filhos, quer uma vida cheia e odeia a monotonia.
O contrato entre o cidadão e o Estado é revogado aos vinte e cinco anos, sem outras cláusulas que possam levar à sua cessação.




O último pack é oferecido àqueles que, por nítida incapacidade mental, não possam optar por nenhum dos packs previamente apresentados. O pack puto estúpido frito do cérebro, destina-se aos cidadãos que por opção ou limitação, não possam fazer parte da sociedade. A esperança de vida oferecida é de vinte anos apenas. Como o cidadão só pode optar por qualquer um dos packs ao atingir a maioridade, o período envolvido é de, no máximo, dois anos. O pack inclui somente um quarto com instalação sonora de dez mil watts e fornecimento contínuo de drogas por via endovenosa, gasosa e oral. O objectivo é afastar o elemento da sociedade, garantindo ao mesmo tempo uma morte agradável, inconsciente e indolor.
Ideal para jovens que ouvem músicas esquisitas.
O contrato entre o cidadão e o Estado é revogado aos vinte anos, ou antes, sempre que possível.















O problema das pensões




O problema das pensões, ou da falta de verba para as mesmas no futuro, é um tema que me preocupa. Para quê contribuir com o meu dinheiro, se é mais que sabido que, no futuro não haverá maneira de suportar um sistema no qual, apenas uma parcela da sociedade terá de garantir a subsistência, em termos humanamente aceitáveis, de uma vasta maioria incapaz e doente?

Tomemos o exemplo sábio da mãe Natureza: uma população constituída maioritariamente por indivíduos envelhecidos, é uma população doente, frágil, condenada à extinção ou regressão significativa.
O que é que os nossos políticos e respeitáveis economistas preconizam? Um aumento constante das contribuições, associado a uma redução das pensões futuras, que ainda ninguém sabe com rigor em que nível situar-se-ão dentro de algumas décadas.
Eu, como democrata, acredito no Estado social, mas temo que este esteja também em vias de extinção se não forem tomadas medidas extremas. De que vale um regime de pensões, se os meios são escassos e a população alvo cada vez mais numerosa e com maior esperança de vida?


Tenho um projecto, uma ideia que vem a amadurecer no meu íntimo há bastante tempo e que, resolvi partilhar, para que possa receber reacções e críticas que me possam ajudar no sentido de corrigir eventuais imperfeições.



Os velhos vivem cada vez mais tempo
É verdade, toda a gente sabe que a esperança média de vida nos países desenvolvidos (Portugal?), duplicou nos últimos cem anos. A questão que eu coloco é a seguinte: a qualidade de vida nesse tempo de vida adicionado é também dupla? Não me parece. Ao invés, noto que grande parte da vida desses concidadãos idosos é passado em lares, com a língua de fora, senilizados, incontinentes, paralizados, abandonados, impotentes e totalmente dependentes de terceiros. Tudo isto com encargos pesadíssimos para todos, esses mesmos idosos incluídos, visto que descontaram toda a sua vida, para terem acesso a esses cuidados até morrerem.

A minha proposta põe em causa este estado de coisas. Será que um idoso não preferiria viver uma vida mais curta, com mais recursos e qualidade, dispensando esses últimos anos de decadência e sofrimento? Em vez de o Estado e o próprio, gastarem dinheiro numa fase da sua vida em que a saúde já desapareceu, porque não garantir esses recursos mais cedo na vida para que, enquanto fôr possível, essa pessoa tenha uma existência feliz, sem privações de maior?

Proponho um limite. Digamos setenta anos. À meia noite do dia do septuagésimo aniversário, todos os cidadãos deverão ser encaminhados para um centro, não de dia, mas de abate. Esta ideia pode parecer chocante, mas está repleta de vantagens e aspectos positivos.
Em primeiro lugar, todos os recursos que seriam empregues até uma idade mais avançada, já teriam sido desfrutados pelo idoso, em viagens com os netos, jogos de bingo e copos de três, por exemplo. Ninguém ficaria com aquele amargo de boca, por não se ter despedido de um familiar, visto que a data da partida estaria há muito definida: "Vá lá avozinho, apague lá essas velas que ainda perde o comboio..." Todos os testamentos estariam escritos a tempo, evitando perdas em termos de tribunais e discussões familiares. Os funerais seriam todos
marcados com antecedência, evitando a especulação e o oportunismo das agências funerárias. E, mais importante, ninguém teria de interromper as férias só porque o pai ou avó resolveu bater a bota sem avisar ninguém.

Após estar tudo resolvido, o idoso seria transportado voluntariamente para o comboio que o transferiria, com todo o conforto, para um centro de abate, com todas as condições para uma morte digna e humana.

terça-feira, 6 de março de 2007

Pensamento ao deitar

Através da estupidez, surgiram os idiotas.

O bidet


Pois é caros leitores, apetece-me falar sobre o bidet. Porquê? Porque gosto da palavra, gosto da funcionalidade do objecto em questão e gosto dele também porque recentemente, parece haver um movimento dos auto-intitulados modernos, ou eruditos, destinado a rebaixar e fazer desaparecer tão nobre peça de mobiliário dos nossos lares.
Para aqueles que têm a mania que sabem tudo, o bidet surgiu em França, por volta de finais do séc. XVII ou início do séc. XVIII. O seu nome, em francês, significa "ponei", sim esse cavalinho anão, e etimologicamente justifica-se pelo facto de ser tão fácil subir para um bidet como para o dito animal em questão (quem já tentou montar um ponei, facilmente aperceber-se-á que a comparação não é, de todo, feliz).
Somente por volta de 1900 se deu uma mudança dramática: o bidet foi expulso do seu habitat natural, o quarto de dormir, para ser desterrado num lavabo, onde foi obrigado a conviver com outros seres da sua família, mas estes muito menos nobres: a retrete e o urinol.
Sendo uma das suas funções, a lavagem da genitália externa feminina e masculina, bem como toda a zona perineal, é minha opinião que tão útil objecto merecia repousar nos nossos aposentos, e não em qualquer lavabo infecto.
Eu, pessoalmente pouparia entre cinco a seis idas à casa de banho, após fazer o amor com as minhas parceiras, se o bidet estivesse no seu local original, a cabeceira da cama.
Numa recente remodelação doméstica, entrei em crispação com o meu arquitecto devido à não inclusão de um bidet, lindo, no lugar da minha mesa de cabeceira. O bidet seria perfeito: com a água a correr refrescaria a minha genitália a qualquer hora da noite, se tivesse sede podia facilmente encher um copo e nada me impediria de colocar sobre ele um despertador e a minha colecção de revistas hedonistas. Mas sonhei... o máximo que consegui, foi um bidet longínquo, distante, em apenas uma das casas de banho, e lutei estoicamente por ele!
Não percebo como pode alguém querer viver sem bidet. As suas aplicações são múltiplas e compete apenas à nossa imaginação impôr limites. Serve de cinzeiro, de urinol improvisado, lava pés após a praia, bebedouro para animais domésticos, com gelo refresca bem umas cervejinhas em qualquer festa mais concorrida, guarda eficazmente a nossa leitura defecatória, podemos colocar nele os peixes enquanto limpamos o aquário, dar banho à criança, colocar roupa suja, cultivar fungos e bolores, enfim, a lista seria sempre demasiado extensa...
Confesso que toda esta teoria tem como génese a minha fobia por genitália feminina mal higienizada. Imagino-me a entrar em casa de uma moçoila, ir à casa de banho, e descobrir que não existe bidet! Será uma rapariga de confiança? Tomará sempre um duche, quando o seu gineceu clamar por um jacto de água fresca? O oposto também é válido, o que pensará de mim a mesma moçoila, quando no meu lar, descobrir a ausência de tal objecto? E se ela com vergonha, perceber que, após passar os dedos pela sua virtude, o seu estado de manutenção exige um chap-chap rápido (parafraseando Ricardo Araújo Pereira), estará ela na disposição de tomar um duche, ou baterá em retirada, deixando-me na dúvida acerca do motivo da sua renúncia?
Meus caros, não menosprezem o bidet, defendam-no, recomendem-no, ofereçam-no aos amigos e amigas no Natal, pelo vosso conforto, saúde e vida sexual.

Primeiro post

Este é o primeiro post deste magnífico blogue. Nele vou tentar expressar as minhas mais íntimas convicções, ciente de que, a maioria delas poderá ser considerada por vocês, comuns mortais, uma verborreia senil, desprovida de bom senso ou gosto, reflexo de uma mente inculta, não erudita, insensível e inconveniente. Uma mente bronca, portanto.
Defendo que a completa não erudição é tão difícil de alcançar, como a mais perfeita e sublime excelência cultural sendo que, estando a segunda fora do meu horizonte, optei pela primeira, ou seja, esforçar-me-ei para atingir níveis de bronquice fora dos padrões habituais e julgados aceitáveis.