
O problema das pensões, ou da falta de verba para as mesmas no futuro, é um tema que me preocupa. Para quê contribuir com o meu dinheiro, se é mais que sabido que, no futuro não haverá maneira de suportar um sistema no qual, apenas uma parcela da sociedade terá de garantir a subsistência, em termos humanamente aceitáveis, de uma vasta maioria incapaz e doente?
Tomemos o exemplo sábio da mãe Natureza: uma população constituída maioritariamente por indivíduos envelhecidos, é uma população doente, frágil, condenada à extinção ou regressão significativa.
O que é que os nossos políticos e respeitáveis economistas preconizam? Um aumento constante das contribuições, associado a uma redução das pensões futuras, que ainda ninguém sabe com rigor em que nível situar-se-ão dentro de algumas décadas.
Eu, como democrata, acredito no Estado social, mas temo que este esteja também em vias de extinção se não forem tomadas medidas extremas. De que vale um regime de pensões, se os meios são escassos e a população alvo cada vez mais numerosa e com maior esperança de vida?
Eu, como democrata, acredito no Estado social, mas temo que este esteja também em vias de extinção se não forem tomadas medidas extremas. De que vale um regime de pensões, se os meios são escassos e a população alvo cada vez mais numerosa e com maior esperança de vida?
Tenho um projecto, uma ideia que vem a amadurecer no meu íntimo há bastante tempo e que, resolvi partilhar, para que possa receber reacções e críticas que me possam ajudar no sentido de corrigir eventuais imperfeições.
Os velhos vivem cada vez mais tempo
É verdade, toda a gente sabe que a esperança média de vida nos países desenvolvidos (Portugal?), duplicou nos últimos cem anos. A questão que eu coloco é a seguinte: a qualidade de vida nesse tempo de vida adicionado é também dupla? Não me parece. Ao invés, noto que grande parte da vida desses concidadãos idosos é passado em lares, com a língua de fora, senilizados, incontinentes, paralizados, abandonados, impotentes e totalmente dependentes de terceiros. Tudo isto com encargos pesadíssimos para todos, esses mesmos idosos incluídos, visto que descontaram toda a sua vida, para terem acesso a esses cuidados até morrerem.
A minha proposta põe em causa este estado de coisas. Será que um idoso não preferiria viver uma vida mais curta, com mais recursos e qualidade, dispensando esses últimos anos de decadência e sofrimento? Em vez de o Estado e o próprio, gastarem dinheiro numa fase da sua vida em que a saúde já desapareceu, porque não garantir esses recursos mais cedo na vida para que, enquanto fôr possível, essa pessoa tenha uma existência feliz, sem privações de maior?
Proponho um limite. Digamos setenta anos. À meia noite do dia do septuagésimo aniversário, todos os cidadãos deverão ser encaminhados para um centro, não de dia, mas de abate. Esta ideia pode parecer chocante, mas está repleta de vantagens e aspectos positivos.
Proponho um limite. Digamos setenta anos. À meia noite do dia do septuagésimo aniversário, todos os cidadãos deverão ser encaminhados para um centro, não de dia, mas de abate. Esta ideia pode parecer chocante, mas está repleta de vantagens e aspectos positivos.
Em primeiro lugar, todos os recursos que seriam empregues até uma idade mais avançada, já teriam sido desfrutados pelo idoso, em viagens com os netos, jogos de bingo e copos de três, por exemplo. Ninguém ficaria com aquele amargo de boca, por não se ter despedido de um familiar, visto que a data da partida estaria há muito definida: "Vá lá avozinho, apague lá essas velas que ainda perde o comboio..." Todos os testamentos estariam escritos a tempo, evitando perdas em termos de tribunais e discussões familiares. Os funerais seriam todos

marcados com antecedência, evitando a especulação e o oportunismo das agências funerárias. E, mais importante, ninguém teria de interromper as férias só porque o pai ou avó resolveu bater a bota sem avisar ninguém.Após estar tudo resolvido, o idoso seria transportado voluntariamente para o comboio que o transferiria, com todo o conforto, para um centro de abate, com todas as condições para uma morte digna e humana.

Um comentário:
Eu tbm torço por esta lei. Torço também que sua mãe esteja viva, saudável e prestes a completar 70 anos.
torço para que você tenha o "privilégio" de vê-la ser encaminhada como uma vaca indo para um abatedouro. Acredito que você esbocará um sorriso de satisfação. Parabéns a você, autor de uma idéia tão brilhante.
Mas receio que isso não vá se cumprir, pois, com certeza você é filho de chocadeira. Não é humano.
Não me admira que um filho da puta como você crie um blog e não se identifique com um nome ou uma foto. Você tem opiniões forte e um cérebro de merda pra processar as inmformações.
Só mais uma coisa... Você é descendente de Hitler???
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