quarta-feira, 19 de março de 2008

Ginásios

Se há coisa que detesto e abomino são os ginásios. Se alguém que está a ler estas linhas aprecia o conceito, ainda vai a tempo de parar...



Ser saudável e frequentar um ginásio está definitivamente na moda...nada contra a primeira ideia da frase , mas porquê associá-la a um ginásio? Não consigo perceber. Das poucas coisas que consigo entender é a razão de pedirem, de um modo geral, o pré-pagamento das últimas mensalidades do ano, devido aos caramelos como eu, que após meia dúzia de sessões frustrantes de masoquismo físico, racionalmente abandonam tais estabelecimentos...



A primeira questão que ponho em relação aos ginásios, é a real utilidade para a nossa saúde, física e mental, de actos tão estranhos como correr numa passadeira ou andar numa bicicleta que, por mais que se pedale não nos leva a lado nenhum. Quando eu era catraio, tive um rato branco, que passava horas a correr numa roda, até cair para o lado de cansaço...e eu pensava: coitadinho, é burro e também não tem para onde ir correr... Mas, pelos vistos, são actividades muito populares nos tempos que correm, entre alguns seres humanos.
O segundo ponto tem a ver com o facto de ser de uma rotina atroz, aquilo que se passou, sempre que me inscrevi num ginásio. O instrutor, ou lá o que é, que queimou imensos neurónios a licenciar-se em educação física, faz as perguntas da praxe: Bebe? Fuma? Tem uma dieta desequilibrada? Tem stress? Dores em alguma parte do corpo? Ao que eu respondo afirmativamente a todas, na vã esperança de algum acompanhamento ou, de conselhos acerca da minha situação física, um plano bem rigoroso de recuperação da mesma...engano-me... A solução é sempre uma folha de papel, que me manda fazer x movimentos assim, levantar y quilogramas em certa máquina, para já não falar das famigeradas bicicletas e afins...e está feito! No entanto noto com estupefacção, o nível de acompanhamento que é dado aos músculos glúteos de algumas mulheres, chegam a ter dois instrutores por glúteo, geralmente bastante motivados com palavras de incentivo do género: "Estica agora", "muito bem", "estão muito melhores", eu posso estar a ter um enfarte no outro lado da sala, mas isso não interessa muito ao instrutor...



Para não me alargar muito sobre este assunto, vou só referir que ao contrário do que se diz, o ginásio NÃO é um bom local para conhecer mulheres. Estamos suados, cansados, às manchas vermelhas e brancas (eu pelo menos), sem fôlego...enfim, acho que a única vez que uma mulher falou comigo foi para me alertar para o facto de estar a utilizar mal uma máquina de musculação, papel esse que caberia ao instrutor, se ele de vez em quando, olhasse para o fundo da sala, em vez de focar todo o seu profissionalismo no desenvolvimento glúteo e quadricípede de algumas fêmeas...



Voltei!

Bem, voltar talvez não seja a expressão mais correcta mas, decidi utilizá-la na mesma. Não será a mais correcta porque, implicitamente indica uma partida e consequente regresso... Pois bem, não fui a lado nenhum mas, estive um ano sem escrever, podia inventar uma desculpa mas, foi simplesmente porque não me apeteceu... Talvez porque as trezentas e tal visitas que este blogue teve, me tenham deixado desmoralizado...talvez porque a Luciana Abreu pôs maminhas de silicone...talvez porque a minha parceira me trocou por um boneco insuflável...talvez porque tenha estado a beber menos (confesso que esta é pouco provável)...talvez porque ainda não estreei o meu mítico bidet... Não interessa. Mas faz hoje praticamente um ano, desde a minha última linha escrita, e achei por bem fazer o ponto da situação. Vou tentar escrever mais, sabendo de antemão que escrever é um estado de espírito, não é uma obrigação ou uma ida ao ginásio...como diz a minha psicóloga, sou um ser estranho, que necessita de muito reforço positivo, por isso, está também nas vossas mãos estimularem-me (esta expressão levada num sentido literal, não deixa de ser engraçada) a escrever mais...se cumprirem a vossa parte, eu comprometo-me a publicar mais ridicularias daquelas que me caracterizam, bem como pontos de vista aberrantes, de que vocês tanto gostam... Um abraço do Subliminal...